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NOTÍCIAS » Cooperativismo é debatido na Conferência Nacional dos Advogados
Pela primeira vez o cooperativismo foi tema de painel dentro de um evento promovido pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB): a XXII Conferência Nacional dos Advogados, realizada no Rio de Janeiro e que se encerrou no dia 23 de outubro. Advogados, juristas e cooperativistas discutiram temas como o cooperativismo de crédito, a competitividade e eficiência da Empresa Cooperativa e a área cooperativista como fronteira para a advocacia brasileira.

O painel “Advocacia e cooperativismo: O Cooperativismo e o cooperativismo financeiro como meios de inserção profissional, econômica e social do advogado brasileiro” teve como objetivo discutir a importância do associativismo aos advogados, seja no fato de estarem inseridos em cooperativas de crédito de advogados, o que possibilitaria a inserção social de profissionais que estejam em início de carreira, assim como estimular o conhecimento da área jurídica relacionada ao segmento.

O presidente do Sistema OCB/Sescoop-RJ, Marcos Diaz,  comentou que instituições como a OCB/RJ e a OAB precisam caminhar juntas: “Através de parcerias as oportunidades se concretizam. É fato inegável que o cooperativismo tem um pacto importante na vida econômica, assim como na do direito. A facilitação do acesso aos bens e a igualdade social são fundamentos do cooperativismo. Servir é a essência das cooperativas e os princípios cooperativistas podem ser considerados as essenciais fontes do Direito Cooperativo, pois eles influenciam até mesmo os costumes, a doutrina, a jurisprudência e até a lei, constituindo, desse modo, a referência fundamental para a interpretação, aplicação e expansão da ciência jurídica aplicada ao cooperativismo”, disse Diaz.

Diretor técnico da Associação Internacional de Direito Cooperativo (AIDC/BR), Leonardo Rafael de Souza contou que do total de advogados do país (832.968 profissionais), 49.170 possuem até 25 anos. Estes, por estarem iniciando a carreira, sofrem com algumas questões, como a financeira. Segundo Leonardo, o cooperativismo de crédito é a forma que os novos profissionais possuem como uma chance de buscar o equilíbrio financeiro necessário para a carreira.

"O cooperativismo financeiro trabalha justamente na inclusão desses novos advogados. A única instituição que atinge essa faixa são as cooperativas de crédito. Elas seguem o preceito fundamental do cooperativismo que é a associação de pessoas com o mesmo vínculo de interesse. Ou seja, através das cooperativas temos a oportunidade de desenvolver a categoria”, disse o diretor técnico, que acrescentou o fato de poucas cooperativas sofrerem intervenção do Banco Central e da vasta rede de agências no país.

Em seguida, o juiz federal Renato Lopes Becho abordou a questão da competitividade e da eficiência nas cooperativas. Ele afirmou que não existe distinção das empresas privadas no que tange à ação. “Ao entrar em uma loja ou em uma cooperativa, o atendimento será o mesmo. No entanto, o diferencial é o momento de reunião dos sócios. Ela faz toda a diferença, pois todos os clientes também são associados. Ou seja, a decisão será em prol do bem de todos”, falou.

Por fim, o assessor jurídico da OCB/RJ, Ronaldo Gaudio falou do cooperativismo ser uma nova fronteira para a advocacia brasileira. Ele deu um panorama das ações jurídicas cooperativistas, como a Lei 12.690/2012, que regulamentou as cooperativas de trabalho, e os diferenciais do cooperativismo. “Esta é uma área ainda pouco acompanhada pelos profissionais. A área jurídica do cooperativismo é muito vasta e isso precisa ser difundido”, disse.

Fonte: Richard Hollanda - Montenegro Comunicação - Assessoria de Comunicação Sistema OCB/Sescoop-RJ

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